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Vermelho na Seleção? O Marketing Ganhou, Mas o Brasil Perdeu um Pouco de Si

  • Writer: Matheus Contador Soares
    Matheus Contador Soares
  • Apr 29, 2025
  • 1 min read

O assunto do momento nas redes e nas rodas de conversa esportiva é a suposta nova camisa 2 da seleção brasileira: vermelha, com a logo da Jordan no lugar do tradicional símbolo da Nike. A informação veio do Footy Headlines, site conhecido por vazar uniformes antes do lançamento oficial. A polêmica cresceu tanto que, independente de virar realidade ou não, a jogada de marketing da Nike já foi um sucesso — está todo mundo falando disso.

Antes de mais nada, vale refletir: dizer que essa decisão tem cunho político ou ideológico parece exagero. O Brasil está tão polarizado que qualquer cor, símbolo ou escolha vira munição para debates distorcidos. Nem tudo é sobre direita ou esquerda. Às vezes, é só sobre marketing mesmo.

Mas é claro que também não podemos ignorar o momento delicado da CBF, que vive uma CPI e pode estar tentando desviar o foco com alguma ação ousada ou simbólica. Coincidência? Talvez.

Agora, minha opinião: alguns modelos ficaram bonitos, sim. A ideia de trazer a logo da Jordan para ocasiões especiais é criativa, moderna, conecta com o público jovem e traz aquele toque “global”. Porém, contudo, entretanto… usar vermelho como uniforme da seleção brasileira em uma Copa do Mundo é, no mínimo, estranho.

A camisa da seleção não é só roupa. Ela é símbolo, é história, é identidade nacional. E nosso símbolo tem verde, amarelo, azul e branco. Mexer nisso é brincar com um sentimento coletivo que vai muito além do futebol.

Pode até vender muito. Mas será que representa o Brasil?

 
 
 

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