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A verdade é dura: IA não tira seu emprego. Tira de quem não sabe usá-la.

  • Writer: Matheus Contador Soares
    Matheus Contador Soares
  • Nov 19, 2025
  • 2 min read

A Inteligência Artificial já virou rotina para 83% dos profissionais de mídias sociais, segundo levantamento da mLabs. Esse número é expressivo e tem dois caminhos possíveis para onde isso nos leva. Por um lado, pode virar apenas mais automação rasa: tarefas repetitivas, geração de conteúdo simples, respostas mecânicas. Por outro, é oportunidade real de elevar a criação, liberar tempo para ideias de valor, aprofundar estratégias e produzir algo que realmente converse com as pessoas.


Se a IA for usada corretamente, ela não substitui a criatividade, mas potencializa produtividade. A pesquisa da mLabs mostra que os social media usam IA para gerar ideias (84 %), roteirizar vídeos (63 %), escrever textos (79 %) e até analisar dados (43 %). Para quem entende de comunicação, isso representa tempo liberado para fazer o que importa, como construir narrativas, pensar estratégias, experimentar formatos, ensinar e engajar. Não é só sobre eficiência operacional, é sobre inteligência estratégica.


Por outro lado, existe o risco de usar a IA apenas para “fazer mais por menos”, ou seja, quantidade em vez de qualidade. Muitos podem se jogar na automação sem refletir sobre a profundidade do que estão criando, aí acaba surgindo conteúdo genérico, previsível e sem alma. E esse resultado é o oposto, e não agrega valor real para o público e pode até empobrecer a cultura de comunicação.


E é aqui que entra a nossa responsabilidade como profissionais de comunicação. Saber lidar com essas ferramentas já deixou de ser diferencial para ser essencial. Quem domina a IA, mas também compreende storytelling, ética e estratégia, tem uma vantagem poderosa, e consegue entregar conteúdo de valor de forma otimizada e ainda manter sua autenticidade. Isso abre também uma porta para a agência, podemos ajudar marcas a usar IA de forma inteligente.


Além disso, dominar IA significa se preparar para o futuro. Com todo mundo dizendo que vai “ter IA até para desenhar um post”, quem não se atualizar vai ficar pra trás. Mas não é só por isso, é também por uma questão de propósito profissional. Se a tecnologia pode liberar tempo para a criação estratégica e significativa, por que não aproveitá-la para fazer algo que vale a pena?


No fim das contas, o número grande de quem já usa IA revela uma oportunidade dupla, ou nos limitamos a usar a ferramenta para tarefas pequenas, ou nos engajamos de verdade para transformar como comunicamos.

 
 
 

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