Os Maiores Pesadelos de Quem Trabalha com Marketing!
- Matheus Contador Soares
- Jul 22
- 2 min read
Há um famoso ditado popular que diz que rir é o melhor remédio. No ecossistema do marketing digital e da gestão de agências, rir muitas vezes se torna o único mecanismo de defesa viável diante do absurdo. Recentemente, circulou nos bastidores uma lista satírica com "coisas capazes de infartar um marketeiro". O texto aborda, em tom de humor ácido, desde falhas operacionais críticas, como um link errado em um disparo de e-mail em massa, até pérolas de relacionamento com o cliente, como a infame frase: "público-alvo: todo mundo".
Embora o formato evoque o riso imediato pela identificação coletiva na trincheira, a lista carrega um diagnóstico profundo e preocupante sobre a nossa profissão. Por trás do pânico humorístico de um "áudio de 9 minutos às 23h de uma sexta-feira", reside a total ausência de limites e processos claros na comunicação entre prestadores de serviço e contratantes. Da mesma forma, o pavor de ver o "Meta atualizar suas políticas" ou a "conta ser restringida" escancara a nossa extrema dependência estrutural em relação aos oligopólios das Big Techs. Estamos construindo nossos castelos em terrenos alugados.
O humor cumpre seu papel pedagógico ao expor o descompasso mercadológico. Quando o cliente "descobre a Inteligência Artificial" ou "chama o sobrinho para ajudar", o que testemunhamos não é apenas uma quebra de braço técnica, mas a contínua desvalorização do marketing estratégico em prol do tático imediatista.
Profissionalizar o setor exige transformar esses gatilhos de infarto em barreiras de governança. O marketing de excelência não sobrevive no caos operacional e nem na informalidade emocional. Rir dessas situações nos une como comunidade, mas o nosso verdadeiro objetivo como estrategistas deve ser estruturar negócios, alinhar expectativas e educar o mercado para que essa lista, eventualmente, deixe de ser um reflexo tão fiel da nossa realidade.
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