O futuro do marketing: inovação ou vício disfarçado?
- Matheus Contador Soares
- May 15, 2025
- 1 min read
Falar de futuro do marketing sem falar de saúde mental é fazer futurologia com venda nos olhos. Há estudos, artigos e livros que falam sobre isso. Muitos com pesquisas e estudos de caso que comprovam - em dados - a atividade prejudicial na saúde (mental e física) dos usuários assíduos e dos vícios relacionados.
Quando analisamos o mercado, vemos empresas concorrendo com empresas, disputando a atenção do consumidor e divulgando seus produtos/serviços. O que não vemos - ou não queremos ver - é a ação persuasiva por trás disso. Por que damos mais atenção a alguns conteúdos? Por que temos a tendência a comprar tal produto? Por que fazemos coisas na internet "sem querer"? Enfim, são muitos questionamentos que deveriam ter respostas.
Jonathan Haidt, em seus estudos sobre redes sociais e saúde mental, alerta que estamos criando ambientes digitais que geram dependência, distração e sofrimento psíquico — e chamando isso de inovação.
É disso que precisamos falar sobre o futuro do marketing. Será um futuro com novas oportunidades, negócios, relacionamentos, conexões e resultados? Ou será um futuro de robôs direcionando humanos robotizados à compra de um produto desnecessário e irrelevante?
Acredito que vale a reflexão do que estamos "fazendo" com o "nosso" marketing. Estamos moldando o futuro do marketing — ou sendo moldados por ele, sem perceber?



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