top of page
Search

Identidade social, extremismo e a urgência de um marketing digital consciente

  • Writer: Matheus Contador Soares
    Matheus Contador Soares
  • Jul 15, 2025
  • 2 min read

Meu olhar, como especialista, vai muito de encontro com a própria ferramenta (o que é correto... até certa medida). Porém, existe algo da plataforma que é fatal para os usuários: identidade. Nós, que trabalhamos com marketing, sabemos que o cliente deve estar no centro, e a rede social que você usa também sabe disso. Portanto, a identidade de cada cliente (chamado "usuário) é o que tem valor. "Quem eu sou?" Ou melhor... "Quem dizem que sou?". Esta é a pergunta feita em cada clique, comentário, envio e post.


Pois bem. Isso nos leva a pensar: como vamos analisar a identidade de cada um dos clientes? Não vamos! Mesmo com a análise de dados (o que há de mais valioso no mundo), não há a necessidade de analisarmos individualmente. Aqui entramos com a ideia de identidade social. Os seres humanos dizem quem são, de acordo com os grupos que estão inseridos, por exemplo: "sou professor", "sou brasileiro", "sou da religião X", "sou torcedor do time F", e assim por diante.


O "problema" da nossa discussão aqui é o seguinte: como unimos a identidade social com resultados nas mídias sociais digitais? Fácil, utilizamos a identidade como meio para conseguirmos mais tempo de uso, cliques e posts. O que também é simples, vamos colocar em destaque as opiniões dos grupos que mais engajam. Parece uma boa estratégia, né? Sim, é lucrativa. Porém, aqui mora o perigo: extremismo.


As mídias sociais utilizam algoritmos que reforçam o tribalismo e alimentam a divisão social. O conteúdo mais extremo, mais emocional e mais polarizado é amplificado, porque gera mais cliques, mais tempo de tela e, portanto, mais lucro (Fisher, 2022).


Grupos extremistas tendem a ser mais intencionais em suas interações nas redes, portanto são as opiniões que mais são mostradas nas plataformas. Assustador, não é mesmo? Sim! E isso acontece faz muito tempo!


Onde quero chegar com isso? Na sua desistência em ser um profissional de marketing? De jeito nenhum!


Mas há esperança. Fisher reconhece que o problema não está apenas nos indivíduos, mas no sistema de incentivos das plataformas. Isso abre espaço para ação ética, especialmente para quem trabalha com marketing digital.


Um profissional de marketing pode (e deve) usar as plataformas com inteligência crítica: estudando o comportamento digital, respeitando a saúde emocional dos usuários e entregando valor com ética. Isso não significa rejeitar a tecnologia, mas reapropriá-la com responsabilidade, como bem propõe Shoshana Zuboff em A Era do Capitalismo de Vigilância (Zuboff, 2019).


Eu quero que você seja um profissional dessa área que ajuda as pessoas a realizarem seus sonhos. Porém, faça um marketing consciente. Não haja em detrimento da saúde das outras pessoas. Se precisar "nadar na contramão, 'continue a nadar'". Faça com coração, faça com amor e faça com verdade! O resultado vem.

 
 
 

Comments


bottom of page