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Escrever ou digitar?

  • Writer: Matheus Contador Soares
    Matheus Contador Soares
  • Mar 9
  • 1 min read

Hoje estava retomando algumas referências da educação e relembrando ideais do educador, quando parei para refletir sobre a minha relação de aprendizagem. Quais ferramentas estou utilizando? Quais eu deveria utilizar? Será que preciso digitalizar mais a minha vida?



São perguntas válidas, mas tive respostas surpreendentemente relaxantes. Não, eu não preciso de mais tecnologia digital no meu cotidiano. Claro que faço uso - e um bom uso - mas não preciso de excedentes. Na verdade, meus melhores dias de escrita começam com um bom rascunho no papel. Minha melhor estrutura didática é desenhada em rabiscos do caderninho. Minhas ideias e reflexões mais profundas estão pontuadas com "setinhas", "bolinhas", "sublinhados" e "garranchos" na agenda. Um dos estudos mais famosos sobre o tema, publicado na revista Psychological Science por Pam Mueller (Princeton) e Daniel Oppenheimer (UCLA), demonstrou que estudantes que tomam notas à mão têm uma compreensão conceitual significativamente superior aos que digitam. Ao digitar, tendemos a fazer uma "transcrição literal" (escrevemos o que ouvimos sem processar). Ao escrever à mão, somos obrigados a selecionar, resumir e reformular a informação, pois não conseguimos escrever na velocidade da fala. Esse esforço de síntese é o que a neurociência chama de codificação profunda. Isso é impressionante, maravilhoso e um alívio! Que tal voltarmos ao nosso tempo, com foco, dedicação e tranquilidade. Take it easy :)

 
 
 

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