Adultização infantil nas redes: o vídeo de Felca expõe o horror e exige ação
- Matheus Contador Soares
- Aug 11, 2025
- 2 min read
O vídeo viral de Felca denunciando a “adultização” de crianças nas redes sociais é um marco urgente, e perturbador, na luta contra a exploração digital de menores. Ele expôs um caso chocante que apresentava adolescentes em conteúdo hipersexualizado com clima de “reality show”, gerando engajamento entre públicos adultos e pedófilos.
Esse momento reforça a urgência o que venho defendendo, devemos falar do óbvio na educação digital. Com base nas observações de Jonathan Haidt sobre os efeitos nocivos da hiperexposição nas redes sobre a saúde mental dos jovens e em Max Fisher sobre como algoritmos reforçam identidades extremistas, podemos afirmar que as plataformas estão moldando percepções infantis de forma acelerada e perversa.
A “adultização”, além de violar o ciclo natural da infância, cria construções identitárias distorcidas, que não respeitam o desenvolvimento social e cognitivo de crianças. Estudos já mostram que essa exposição precoce está correlacionada com ansiedade, baixa autoestima, distorção da imagem corporal e fragilidade nas habilidades sociais. Esses são exatamente os padrões diagnósticos que Haidt associa ao uso compulsivo das redes: a normalização da comparação e da hiperpressão psicológica em jovens.
É por isso que a posição de Felca é tão estratégica e necessária, ele desbloqueia o silêncio ao denunciar um padrão de exploração invisível e impulsiona mudanças reais. O uso de sua visibilidade para alianças com instituições de proteção à infância, denuncias formais e cobrança por políticas públicas aponta uma responsabilidade que vai além do ativismo digital.
A esperança reside em intensificar essas ações, não apenas denunciar, mas exigir regulamentação das plataformas, empoderar educadores e famílias com consciência crítica e resgatar o direito das crianças de crescer sem pressa, sem cobrança, sem exposição abusiva.
Este é o momento de encarar o digital como território de cuidado, e não de lucro às custas da infância.



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